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ESTATÍSTICAS DO COMÉRCIO ELETRÔNICO NO BRASIL
 

Comércio eletrônico no Brasil

Balanço 2006

E-consumidores

Distribuição geográfica

Meios de pagamento na Internet

Hábitos de consumo na Internet

Datas comemorativas

 

Comércio Eletrônico no Brasil
O discurso de que o comércio eletrônico era um setor da economia que crescia abundantemente por ser apenas mais uma novidade entre as formas de comprar e vender produtos e serviços ao consumidor final já não pode mais ser aceito de forma universal e incontentável entre os diversos setores da economia brasileira.
Hoje, após 10 anos do surgimento do e-commerce no País, as vendas pela Internet já podem ser comparadas como parte a realidade dos consumidores brasileiros e não apenas como uma “moda” passageira e descartável nas opções de compra desse consumidor.

Os números e principalmente as taxas de crescimento desse mercado são de deixar qualquer economista espantado com a crescente evolução das vendas em lojas virtuais e conseqüentemente, com a consolidação do e-commerce nacional.
 


Balanço
2006

Comodidade, praticidade e velocidade na consulta e comparação de produtos e preços são alguns dos fatores que fazem com que o crescimento do comércio eletrônico no Brasil seja, cada vez mais constante. Essas vantagens e benefícios têm sido os motivos que levam os consumidores e varejistas a procurarem esse promissor canal para a comercialização de seus produtos e serviços.

Analisando o fechamento do ano de 2006, calculou-se um faturamento de R$ 4,4 bilhões para o segmento de e-commerce, o que resultou em um crescimento nominal de 76% em relação a 2005, e representa o mesmo valor faturado na soma do fechamento de 2001 até 2004.

O valor médio anual gasto em cada compra foi de R$ 296, porém, com a mudança na preferência dos e-consumidores por compras de produtos com maior valor agregado, como aparelhos eletrônicos e celulares, a tendência é que fique acima de R$ 300 para compras virtuais em 2007.

Devido ao crescimento na base de e-consumidores e no aumento do uso do canal, o setor fechou o ano com seis milhões de pedidos a mais que 2005, atingindo o resultado de 14,8 milhões de compras ao longo de 12 meses. Tendência que deve acompanhar o percentual de crescimento do faturamento dos próximos anos.

Na lista de produtos mais vendidos em 2006, a categoria de “Livros, Revistas e Jornais”, permaneceu na liderança com 17% de representatividade. Em 2º lugar, os “Títulos de CD, DVD e Vídeo” representaram 16%. Produtos de maior valor agregado que se encaixam na categoria de “Eletrônicos”, ocuparam a 3ª posição no ranking, com 15%. A tendência é que essa categoria continue a subir de posição nos próximos anos, já que na medida em que os internautas adquirem maior confiança no canal – através da utilização de banda larga e serviços bancários -, eles passem gradativamente a se tornar e-consumidores de produtos mais caros.


7 milhões de e-consumidores
Em 2001 eram pouco mais de 700 mil adeptos às compras virtuais. Atualmente, após cinco anos, sete milhões de pessoas já tiveram pelo menos uma experiência de compra em alguma loja virtual brasileira. Isso significa um aumento de 46% só no ano de 2006, em relação ao ano anterior na base total de e-consumidores.


Evolução e-consumidores

O percentual de participação do público feminino vem crescendo ao longo dos anos, e em 2006 subiu, em relação a 2001, quatro pontos percentuais, atingindo 43% de representatividade. Já em relação à faixa de idade da maioria dos e-consumidores,o número se manteve estável com 70% entre os 25 e 49 anos. 

No Brasil, São Paulo ainda é o estado com o maior número de pessoas que fazem compras pela internet. Para se ter uma idéia, nas vendas compreendidas entre 15 de novembro e 23 de dezembro (período do Natal), as compras no varejo virtual com destino para o Estado representaram 40% da participação no volume dos pedidos do comércio eletrônico nacional.


Distribuição geográfica
Por outro lado, nota-se que a quantidade de pessoas que aderiram ao e-commerce em 2006 não acompanharam a distribuição geográfica que normalmente ocorre com as vendas on-line. No ano de 2005, o número de pessoas das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sul que aderiram ao canal web foi percentualmente maior do que a região Sudeste do país. Esses números podem ser explicados pelo fato das pessoas que residem na região Sudeste terem sido privilegiadas com acesso a era digital antes das outras regiões, levando ao pioneirismo nas compras virtuais.


Meios de pagamento na Internet
Em relação ao meio de pagamento preferidos do e-consumidor pouca coisa mudou. Os adeptos às compras virtuais de bens de consumo continuam utilizando com maior freqüência o cartão de crédito, representando 73% no volume de transações das compras feitas pela rede. 

Em 2º lugar, observa-se uma menor participação dos boletos bancários – cerca de 13% - como opção de pagamento utilizado pelos “web shoopers” nas compras por esse canal.  

Pagamentos em cheque ou dinheiro têm um índice bem menor na preferência dos e-consumidores. Talvez, por gerarem um processo logístico mais demorado e menos aceito, além de ser um meio de pagamento conceitualmente menos adequado ao ambiente virtual.


Datas comemorativas
O Natal, considerado de 15/11 a 23/12 para o varejo on-line, foi responsável pelo faturamento mais significativo de 2006, R$ 750 mi, representando cerca de 17% no faturamento anual. 

O 2º lugar foi ocupado pelo Dia dos Pais quando, no período de 30/07 a 14/08, o setor movimentou R$ 215 mi, cerca de 5% do faturamento do ano. Um fato importante a ressaltar é o que o Dia dos Pais de 2006 cresceu 112% em relação ao mesmo período de 2005, quando a data movimentou R$ 101 mi. 

No ranking dos mais vendidos, algumas categorias que geralmente são bastante afetadas dependendo da ocasião, não tiveram tanta influência no ano de 2006. No Dia das Crianças, por exemplo, a categoria de “Brinquedos”, que geralmente conta com uma representatividade maior em comparação com o restante do ano, não foi a preferida das crianças. Na ocasião, elas optaram por ganhar telefones celulares, vídeo-games e artigos de informática.

Fonte: Web Shoppers 15ª edição

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